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O aspecto lúdico da situação a faz parecer quase falsa, um extrato de poesia largado em uma realidade nada lírica.

A camisa xadrez masculina aberta, o cachecol preto no pescoço. Calça jeans grudada e botas de cano alto. Saco de dormir, mochila e bolsa largado nos pés da mesa. Ela esta sentada com um copo de starbucks quente e um pedaço de bolo. Doce de leite latte, para esquentar o frio que a congelou durante o final de semana; bolo de laranja, nozes e chocolate, para saciar a larica que vinha destroçando seu estômago de universitária, assim como para adoçar a amargura que ficou presa na língua e no sorriso.

Sentada, sozinha, em uma mesa para dois, ela divaga a respeito dos dias que se passaram, tentando reprimir a vontade de um cigarro para acompanhar a situação devido a nova lei anti-fumo. Na verdade, seria melhor dizer que ela refletia a respeito de uma pessoa (em) especial que acompanhou os dias que se passaram.

Enquanto cenas envolvendo-o, algumas recentes, outras nem tanto, desfilavam diante dos olhos emoldurados, uma variedade de expressões se apresentou no palco do rosto dela. De sorrisos calmos, alegres, proveitosos, a expressões de angústia, desespero e desilusão. Era quase como se sentisse as lágrimas secas machucando as bochechas que estavam aquecidas pelo ambiente fechado.

Foi quando o café chegou ao fim que ela resolveu observar seus machucados. Os hematomas, os cortes com sangue seco, mãos e joelhos ralados devido as quedas. Suspirou. E, sem saber exatamente como e nem todo o porque, decidiu que iria parar. Parar de pensar, até ser capaz de parar de sentir. Pois quando parasse de sentir, pararia de sofrer.


Foi na manhã do segundo dia de viagem que ela percebeu. Estava sozinha, no quarto, arrumando um pouco da bagunça quando respirou o aroma deixado no travesseiro. Cigarro misturado com o perfume bruto e adocicado da pele dele. O cheirinho da pele era um evento raro, mas o cigarro era praticamente constante. Sempre vermelho e forte, variando entre duas marcas. O mesmo que ela fuma. Forte, persistente, delicioso. Lembra ele em vários aspectos. O cigarro em si lembra ele. Mas ela quer parar de pensar, ela quer parar de sentir, ela quer ser livre uma vez mais.


“Você tem que rever seus conceitos de certo e errado”.

Ele disse isso no primeiro dia da viagem, mas não explicou. A cena ficou gravada na cabeça dela e repetiu-se algumas vezes enquanto o café quente com leite e doce de leite escorriam pela garganta irritada de tanta fumaça tragada durante os últimos três dias. Passa o replay, ou, às vezes, vem só a voz dele entoando as palavras e depois fugindo da explicação. Ela não consegue descobrir do que, exatamente, ele esta falando, e isso dá uma coceira na nuca.

Mas ela quer para de pensar, para parar de sentir.


Algumas vezes ela ficou na varanda, parada, com o cigarro aceso apenas como uma desculpa para poder ficar ali, observando-o a distância. O som das machadadas subia o terreno e chegava oco até a casa.

Cigarro sempre acaba lembrando ele.


Já café a lembra dela mesma. Ele também gosta, mas ela nunca o viu tomando tanto. Ela já tomou mais, durante o ano anterior foram litros. O cursinho era pesado.

Ele trabalha em cursinhos.

Afinal de contas, café também lembra ele.


O que realmente a lembra dela mesma é doce de leite. O doce favorito dela. Querido e que não trás nenhuma lembrança sobre ele consigo.

Quando este detalhe passar despercebido talvez ela tenha conseguido parar de pensar. Quem sabe ela já tenha conseguido parar de sentir.


No início, ela estava quase disposta a mudar seu estilo, mas desistiu dessa idéia. Chegou a conclusão de isso é ridículo, juvenil demais até para ela. Continuou a se vestir e agir como sempre. E às vezes se pega cantarolando “Nicest Thing”.


Nicest Thing. Eis uma música capaz de fazê-la sentir.


“All I know is that you're so nice
You're the nicest thing I've seen
I wish that we could give it a go
See if we could be something

I wish I was your favorite girl
I wish you thought I was the reason you are in the world
I wish my smile was your favorite kind of smile
I wish the way that I dress was your favorite kind of style
I wish you couldn't figure me out
But you'd always wanna know what I was about

I wish you'd hold my hand when I was upset
I wish you'd never forget the look on my face when we first met
I wish you had a favorite beauty spot that you loved secretly
'Cause it was on a hidden bit that nobody else could see

Basically, I wish that you loved me
I wish that you needed me
I wish that you knew when I said two sugars, actually I meant three
I wish that without me your heart would break
I wish that without me you'd be spending the rest of your nights awake
I wish that without me you couldn't eat
I wish I was the last thing on your mind before you went to sleep

All I know is that you're the nicest thing I've ever seen
And I wish we could see if we could be something
And I wish we could see if we could be something”


É difícil não sentir tudo de uma vez com uma música que dita todos os pensamentos. Assim fica difiícil de cumprir os objetivos.


E um cigarro em uma madrugada como esta é exatamente do que ela precisa. Pena que lembra ele.



Série de explicações

Depois de meses e meses (suponho que 2012 já chegou, portanto o post deve ser breve para evitar o fim do mundo), retornei. Como dizem "o bom filho a casa torna", e acredito que a frase pode ser usada para ambos os gêneros. Antes de tudo e qualquer coisa: minha ausência é justificável. E que justificativa é essa? Simples, duas palavras.
E o que seria isto? Bem, Arena Fantástica é um blog formado por mim e outros quatro escritores cujo objeto é falar exatamente sobre nosso assunto favorito: literatura fantástica, com um destaque óbvio para a nacional. É lá agora que colocarei notícias sobre eventos, resenhas, e outras coisas do tipo. Aqui voltarei a postar contos, poesias, e algumas fotografias, quando achar que elas merecem. Tentarei criar uma rotina por aqui, assim como venho fazendo com o @arenafantastica.

Uma dica



O tal blog do qual falei anteriormente, no qual venho realizando posts com a frequência desejosa para este, esta fazendo uma promoção. Na realidade, um sorteio! Graças à simpática colaboração do autor Alfer Medeiros, um exemplar autografado do livro Fúria Lupina, a inauguração de sorteios de livros da Arena é de um tema que eu amo (lobisomens *-*). A promoção teria sua conclusão amanhã, às 00h00, mas pelo que conversei com a equipe, estenderemos até domingo, às 19h00.
Sigam o twitter do blog @arenafantástica para ficar de olho nas novidades do blog (o que inclui outros sorteios!).

Lista

"Pessoas que deveriam morrer de maneiras dolorosas".

É um costumo já velhinho meu o de expressar minha revolta com esta sentença. "Pessoa que inventou tal coisa deveria morrer de uma forma muito dolorosa". Muitos são os que concordam com minhas sentenças, e acho interessante compartilhá-la. Vez ou outra aparecerei com outros itens para adicionar.

  • O cara que inventou a etiqueta de camiseta deveria morrer de uma forma dolorosa.
  • O cara que inventou a legenda branca deveria morrer de uma forma dolorosa.
  • O cara que inventou o vestido tomara que caia deveria morrer de uma forma dolorosa.
Acho que este eu tenho que explicar. Para muitas pessoas, esta condenação não faz sentido, por os vestidos tomara-que-caia são bonitos, sexys, blá, blá, blá. Para mim, são horríveis! Não que fiquem feios, mas são o cúmulo do desconforto. Ficam querendo se ajeitar de uma maneira que destaque gordurinhas embaixo do braço (e até as magrinhas reclamam disso!), além de deixar meu pescoço e braço enormes.
  • O cara que inventou o vestibular devia morrer de uma forma dolorosa.
  • O cara que inventou a Stephenie Meyer devia morrer de uma forma dolorosa!
  • O cara que inventou a lista de livros fuvest/unicamp devia morrer de uma forma dolorosa.
  • O cara que mudou os vestibulares fuvest/unicamp devia morrer de uma forma dolorosa.
  • O cara que inventou o ENEM devia morrer de uma forma dolorosa.
  • O cara que inventou de tirar do currículo lógica devia morrer de uma forma dolorosa.
  • O cara que inventou aula de música na escola (na qual só tocamos flauta doce!) devia morrer de uma forma dolorosa.
  • O cara que escolheu as carteiras do Anglo J. Dias devia morrer de uma forma dolorosa.

E por hoje é só! Outro dia eu volto para matar mais pessoas!

-Nínive Leikis


Às vezes não consigo me decidir quando é mais corrido: a semana trabalhadora e horrorosa com seu horário extremamente precoce para o despertar, ou o final de semana com seus míseros e curtíssimos dois dias de duração. Ultimamente, ambos se equiparam, com a diferença de que, obviamente, o final de semana vence (e de longe) no quesito diversão. No último post eu narrei, feliz da vida, dois dos meus dias na bienal do livro, e fico triste, porque não tive a chance de narrar o terceiro (no qual consegui pegar o Dragões de Éter - Círculos de Chuva e tirei uma foto com o Raphael Draccon que, veja bem, não esta na minha posse, e sim da A.P.Ribeiro e sua câmera sem cabo usb, e também tive a chance de presenciar o lançamento do livro Esmera em São Paulo, de autoria da A.P.Ribeiro). E agora tenho mais um final de semana movimentado e proveitoso! (E outro se aproxima, confiram a Agenda do blog!)


Para quem lê a Agenda que eu deixo disponível aqui no blog não é novidade alguma que durante este final de semana dois eventos aconteceram: o workshop de criação literária com Raphael Draccon (Dragões de Éter) e Eduardo Spohr (A Batalha do Apocalipse) e o famoso Fantasticon, recheado de autores e escritores convivendo em harmonia. E eu estive nos dois, e acho que posso comentar um pouquinho.


27.08


@eduardospohr começando o workshop


Eduardo Spohr e Raphael Draccon foram os dois palestrantes no workshop “Criação Literária - Do Éter ao Apocalipse” (como o nome deixa bem claro para quem andar de olhos abertos para o que há de novo na literatura nacional). Além de instrutivo, o evento foi divertido, para não dizer engraçado. Enquanto davam dicas sérias de como se organizar para escrever seu livro, estruturar a história e sua própria rotina para viver com isso, os dois arrancavam gargalhadas do público físico de 200 pessoas (além do pessoal da internet, que passou de 800!). Um destaque especial para o momento “stand up comedy” do autor de Dragões de Éter! O carioca veio pra sampa e deixou bem claro para o público nerd que ele não é só um grande escritor, mas também um cara divertido e simpático (o que, na verdade, você repara só de olhar para o rosto dele...). Se quiser uma amostra da sessão “stand up de roteiro para nerds” a Viviani, do The Bookaholic Princess, gravou uma parte.



Depois da palestra houve uma sessão de autógrafos, e eu pude ganhar a assinatura do Draccon no meu novo Caçadores de Bruxas (agora publicado pela Leya) e meu Corações de Neve. Queria ter comprado o “A Batalha do Apocalipse” e já pego o autógrafo do Spohr, mas faltou dinheiro...




@ninive_leikis e @raphaeldraccon depois da palestra pegando autógrafos (e o @eduardospohr ao fundo).



28.08


O Fantasticon veio sem dever coisa alguma para o workshop do dia anterior, unindo escritores e leitores em um único ambiente, tendo a oportunidade de criar essa situação que é poucas vezes vistas, e amplamente apreciada. Figurinhas ilustres e cativantes apareceram por lá, e tive a chance de conhecer vários que venho esperando pela oportunidade já há algum tempo. Exemplos? José Roberto Vieira (Baronato de Shoah), Douglas MCT (Necrópolis), Liz Marins (ou Liz Vamp), André Vianco (Os Sete, e assim por diante), Raphael Draccon (Dragões de Éter), Eduardo Spohr (A Batalha do Apocalipse), Leandro Reis (Legado Goldshine), Leandro Schullai (O Vale dos Anjos e a Revista Fantástica), Will Fernandes (que esta no “Tratado Secreto de Magia”), Helena Gomes (A Caverna de Cristais) e vários outros.

Dos eventos internos do simpósio, compareci a apenas dois e um bônus: a mesa redonda “Multimeios: Alternativas para a literatura fantástica”



Christopher Kastensmidt, Luis Ehlers, Tiago Castro e Eduardo Spohr. Foto by @Radrak


O bate-papo “Perguntas e respostas sobre o gênero fantasia no Brasil”


@waltertierno , @DouglasMCT , @cericn e @raphaeldraccon foto by @Radrak


E a exibição de um pequeno trecho que fará parte do episódio piloto do seriado “O Turno da Noite”, inspirado na obra do autor André Vianco de mesmo nome, que ninguém gravou, e se o fez guardou somente para si, sem colocá-lo na internet (até onde eu tenho conhecimento). Pelo preview, mesmo sem edição de som, imagem ou qualquer outra espécie de refinamento, esta ficando muito bom! Os atores me convenceram, e a cena estava muito boa! A indignação do pessoal no auditório quando acabou era homogênea, garanto que se ele continuasse passando, mesmo sem ter editado, cada um ali permaneceria em silêncio, com os olhos e ouvidos atentos. Ficou o gostinho de “quero mais” e aumento a expectativa para a conclusão do piloto e a decisão de qual empresa vai cuidar da série inteira. Agora só resta esperar!

Falando de livros


Demorei um pouco mais que o planejado para aparecer aqui, mas antes um pouco tarde do que muito tarde, né? O tema do post de hoje é a Bienal do Livro!! Ela vem acontecendo desde o dia 12 de agosto, e irá terminar apenas no dia 22. Sorte daqueles que conseguem/conseguirão ir até o último dia como parte d

este evento que esta belíssimo na opinião desta escritora não-publicada e leitora assídua, mas, como eu não faço parte deste afortunado grupo, compareci apenas durante dois dias e irei aparecer em um terceiro. E é exatamente por ter tão poucos dias à minha disposição que fiz o que podia e o que não podia para tirar o maior proveito.


Dia 13.


Este dia foi corrido. Sai mais cedo do cursinho em companhia do meu bom amigo Dan M. Matsumoto para conseguirmos atravessar metade de São Paulo no transporte público (e eu tenho certeza de que todo paulista entende o drama desta aventura). Saímos da João Dias de ônibus, descemos no ponto errado... Tivemos que subir umas quatro quadras até o shop. Santa Cruz (ou mais... para quem tem alguma idéia, descemos do lad

o da Unifesp), em um calor terrível que não havia sido previsto (sim, estáv

amos com roupas relativamente agasalhadas, já que os últimos dias nesta cidade de “somente” 12 milhões de habitantes tem sido uma verdadeira geladeira). Pegamos o mêtro e descemos da Rod. Tiête, tudo isso para ainda ter que pegar um ônibus gratuito cedido pela bienal que nos levaria até o evento. Como sempre acontece nestes casos, absolutamente ninguém soube realmente nos informar onde tínhamos que pegar o maldito ônibus, e fomos para todos os cantos possíveis, parando até mesmo em um ponto de táxi suspeito que eu admito: me aterrorizou. E o medo foi perfeito, afinal, foi uma lindíssima (e ensolarada, blergh) sexta-feira 13 de agosto.

Chegamos exatamente na hora para conseguirmos fazer o que realmente queríamos: assistir a “palestra” do André Vianco (Os Sete, etc) ao lado de Martha Argel (Vampiro da Mata Atlântica e Relações de Sangue) e Giulia Moon (Kaori, etc). Quando paramos na frente do Salão de Idéias, ansiosos para pegarmos as senhas e entrarmos, fomos informados de que o lugar estava lotado. E eu admito. Um verdadeiro desespero -e ódio quase assassino- começaram a bombear o sangue pelo corpo, e acho que se eu fosse conhecida da moça que me disse aquilo ela teria ouvido muitas coisas... Mas, como meus pais me deram uma boníssima educação, eu fiquei quieta, apesar de emburrada.

Para o nosso quase alívio, ficamos sabendo que conforme houvessem desistência, mais pessoas poderiam entrar. Havia umas oito na nossa frente, e eu não acreditei que fossemos conseguir. Mas, contrário a todas as estatística e expectativas, mais de oito pessoas saíram da palestra (e não consigo pensar em nenhum bom motivo), e nós conseguimos assistir. Foi divertidíssimo ver os três nomes do vampirismo nacional debatendo o tema, e saber mais sobre eles e sua maneira de escrever foi extremamente enriquecedor. Claro que as pergunta referentes a Crap- quer dizer, Crepúsculo geraram respostas perfeitas. Se quiserem assistir a palestra, ela esta inteirinha no youtube (dividida em 9 partes, hehehe). Ai vai o link do começo: http://www.youtube.com/watch?v=DjPwNS6Xk1E e uma foto de como estava o recinto (pena que a Martha virou o rosto...)



Para aqueles que se interessarem pelos autores, os livros deles podem ser encontrados em qualquer livraria. E, sim, eles tem twitter (amo essa tecnologia): @MarthaArgel @andrevianco @giuliamoon


Depois de assistirmos a palestra demos umas voltas pela bienal e até pensamos em pegar uns autógrafos do André Vianco... Mas, infelizmente, a fila de quatro horas dele acabou sugando nosso ânimo (bem característimo, para um escritor de livros sobre vampiros). Os livros da Martha Argel e da Giulia Moon iam além do curto dinheiro que eu levei neste dia (e, como disse o Leandro Reis, essa é a história da minha vida), mas às vezes as histórias tem um final feliz.


Dia 14.


E, logo no dia seguinte, cá estou eu novamente! Boa tarde, Bienal! O meu plano era chegar até as 14h00, mas, como sou eu, as coisas não saíram como planejado. O que me irrita muitíssimo. Desta vez não fui nem com o Dan e nem com algum dos meus ilustríssimos amigos, fui com uma das pessoas mais perfeitas do mundo: minha mãe, Alejandra Guarim. Podem dizer o que quiserem (filha coruja, por exemplo), mas eu babo pela minha mãezinha (e o seu pai? Bem, por ele eu não babo, mas ai de você se falar mal dele... Só eu posso, sou a filha, ora essa...). E porque eu tinha um horário cravado para comparecer ao evento? Simples. Porque estava acontecendo o lançamento do “Senhor das Sombras” do Leandro Radrak Reis!! E eu queria comparecer ao evento desde o começo. Me atrasei por uma hora (trânsito + estacionamento complicado + caminhada...), mas consegui encontrá-lo a tempo! Comprei o livro dele (e já peguei o autógrafo, óbviamente) e também o “Annabel & Sarah” do escritor com saco de pão na cabeça, Jim Anotsu (e deste eu não tenho autógrafo... maldito seja). Segue abaixo uma foto minha e da minha mãe com cara de bobonas junto do Leandro Reis.



Ficamos um bom tempo no stand da Editora Idea conversando com todo o tipo de pessoa que passava por lá, como o Will Ricciardi e a Larissa Caruso (ambos autores presentes no “Tratado Secreto de Magia” -ou seja, vocês ainda vão ouvir falar destes dois). Após algum tempo quem apareceu foi a Martha Argel e sua

estilosa bengala para autografar exemplares do seu lançamento da vez, o “Vampiro da Mata Atlântica”. Eu admito que me interessei muitíssimo por ele, mas não foi este livro dela que comprei desta vez. Depois de um tempo conversando por lá, resolvemos bater perna e caminhamos até stand da Giz Editorial, onde havia uma grande concentração de pessoas. Uma turma da comunidade do Skoob no orkut (pois é... eu também fiquei meio confusa no início, mas até que faz sentido) estava por lá, então havia uma animação acima do comum em um final de semana

na bienal.

E foi lá, contando minhas moedinhas e notinhas quebradas (e não é

exagero quando uso estas palavras, sou a rainha do dinheiro miúdo) que adquiri mais dois livros, o “Kaori” da Giulia Moon, e o “Relações de Sangue”, da Martha Argel, que acabei priorizan

do com sua capa nova do que o lançamento dela. Não me culpem, os dois eram interessantes, mas teve algo no “Relações de Sangue” que me seduziu. Peguei os autógrafos delas e tirei uma foto:



As duas são extremamente simpáticas. Conversamos por longuíssimos minutos, e foi realmente divertido.


Saímos dali na direção de nada mais nada menos do que a praça de alimentação, afinal, nossos interiores não deviam ver comida há umas cinco horas. Claro que tudo na bienal é relativamente caro quando assunto é comida, e livros vêm antes de alimentação saudável, então nos servimos de um cachorro-quente “faça você mesmo”, que não era grande coisa, mas era barato e matou a fome até a hora de irmos embora. Em seguida me encaminhei na direção de uma das atrações do dia, além do lançamento do segundo livro do Legado Goldshine, que mais me chamou atenção para este sabádo: o lançamento do terceiro Dragões de Éter do Raphael Draccon.

O stand da Leya, onde acontecia o evento, não poderia estar mais lotado. Um grupo de atores fantasiados como personagens da história estava às costas do autor que assinava os livros com sua

calma característica, apesar da fila que só tendia a aumentar. Tinha um cara tocando um tambor (que, depois de uma meia hora ali, me deu vontade de arrebentar-lhe o crânio. Era divertido, mas depois de um tempo comecei a ficar com dor de cabeça. Imagino o estado do Raphael Draccon no final do evento... pores tímpanos), um outro tocando flauta (e este eu pude apreciar por um longo espaço de tempo, tocava muito bem), um rapaz segurando a bandeira com o símbolo que vem na capa dos livros, uma garota vestida como uma das principais personagens, Maria, e outros dois com as fantasias do príncipe herdeiro, Anísio, e do príncipe Axel. Este segundo estava fazendo um grande sucesso com as garotas (era um rapaz realmente muito bonito com uma roupa que deixava o tórax nu... Também pudera, heim, Leya?). Meu plano era comprar o livro e já pegar o autógrafo, mas a fila era tanta que minha mãe acabou me impedindo. Tirei fotos e me preparei para comprar o livro no dia 21.


Nesta foto vocês podem ver os atores e o sorriso de bobo do Raphael Draccon. Admito que me impressionei com o instante que consegui captar, acho que esse sorriso expressa um mundo de satisfação... E merecida! Demos uma passada no stand da Novo Século, para ver o André Vianco, mas uma vez mais a fila estava insuportável, e por isso acabei só tirando umas fotos e parti.



Todo esse pessoal também tem twitter. O do Leandro Reis é @Radrak, da Larissa Caruso é @larissa777 , tem o @jimanotsu e o @raphaeldraccon


Dia 21.


Este dia ainda não aconteceu, mas tem um par de eventos que eu irei, com certeza, comparecer!

Devido ao sucesso do evento do “Dragões de Éter” no dia 14, a Editora Leya decidiu repetir a dose agora no dai 21! Como estou prevenida para a magnitude do que esta por vir, esperem que eu esteja lá bem antes das 17h00 previstas para o começo do evento. Quem for aparecer por lá, me avise!

Além disto, outro evento importantíssimo, é o lançamento do primeiro romance da minha querida A.P. Ribeiro, Esmera!



Aos interessados em uma história de magia, lutas épicas, motivos gloriosos e boa escrita, esta é uma ótima sugestão! E poderão aproveitar para conseguir um autógrafo dela, além de conversar com esta simpática garota. Quem quiser saber mais, o blog dela encontra-se na minha lista de sugestões do lado direito, e o twitter dela é @annipribeiro


Acabei de excedendo um pouco neste post, mas é por um motivo nobre (super! Poxa, são livros!).


As demais fotos do evento estão aqui: http://picasaweb.google.com.br/101275523870521688752/BienalDoLivroDeSaoPaulo2010#




Não esqueçam de deixar sua opinião!





-Nínive Leikis


Muito bem, já não é novidade alguma que meus posts (quase) sempre atrasam, mas, como diz o ditado, antes tarde do que nunca! O plano inicial era postar sobre o primeiro conto que eu li do “Tratado Secreto de Magia” na sexta-feira 13, no entanto, como eu fui na @bienaldolivrosp esse dia, acabei chegando em casa esgotada e não cumpri o prometido. Tão pouco o fiz ontem, sabádo, pelo mesmo motivo... E, apesar de hoje eu estar cansada porque fiz uma prova importante hoje durante a tarde, decidi que já chega de prorrogar!

Portanto, sem mais delongas e blá blá blá vou começar a falar sobre aquilo que me fez começar este post, afinal.




“A Bruxa Vermelha” de Leandro @Radrak Reis.


O primeiro conto que eu li do “Tratado Secreto de Magia” é de autoria de um conhecido nosso, o admirável Leandro Reis, que escreveu também “Filhos de Galagah” (cuja resenha encontra-se no blog) e “O Senhor das Sombras” (que comprei nesta Bienal e logo logo publicarei uma resenha aqui). Como o nome do livro indica, esta coletânea trata sobre as diferentes formas de se ver a magia, portanto cada autor tratou de expressar este universo tão amplo e misterioso ao seu próprio modo. O autor joseense cuidou de nos apresentar mais uma pedacinho da história da minha personagem favorita do Legado Goldshine: Iallanara Nindra, também conhecida como A Bruxa Vermelha (agora tudo faz sentido!).

Para quem não leu nenhum dos dois livros já lançados da trilogia deste autor, o conto é muitissimo interessante. Para quem já leu, é de tirar o folego! No “A Bruxa Vermelha” @Radrak narra a primeira vez que Iallanara mata por vontade própria, e não forçada pelo seu mestre, Sukemarantus.

A narrativa envolvente, já minha conhecida, não me permitiu sequer parar para um copo de água até terminar de ler o conto, e fui invadida por uma tristeza viscosa quando alcancei a 6a página e vi que aquilo era o fim. Se dependesse de mim, o conto seria um livro contando tudo sobre as experiências de Nindra com magia antes do início de sua jornada ao lado de Galatea. Mas, como não é o caso, tive que me satisfazer com essa vontadezinha por mais, que será sanada (pelo menos um pouco) agora que tenho o segundo livro do Legado.

Se quiserem saber/ler mais sobre Leandro @Radrak Reis o site é www.grinmelken.com.br



Não esqueçam de comentar antes de sair. Próximo post estarei falando sobre a @bienaldolivrosp nos dias 13 e 14 de agosto.




-Nínive Leikis.


Cá estou eu, uma vez mais, aproximando-me perigosamente de uma rotina mais agradável, cômoda e prática! Hoje (pois já passou da meia noite) começa a 21a Bienal do Livro de São Paulo! No entanto, esta quinta feira é um dia fechado para os profissionais do ramo (e acho que se eu argumentar que sou uma escritora ainda sem editora não vai conseguir me colocar para dentro), portanto estamos excluídos por enquanto... (pobrezinhos de nós!). Porém, para o regojizo máximo de pessoas como eu, a partir de sexta feira a bienal estará de portas abertas para os intrusos (leitores ávidos, escritores enrustidos, apreciadores da arte, fofoqueiros interessados, ou seja: o público).

E que dia mais capicioso para começar uma feira literária, heim? Sexta-feira 13 (ohohoho! Uma data como essa merece até mesmo uma música de fundo!) Em homenagem ao dia, a Bienal preparou uma programação especial de terror, cujo tema abordado será o vampirismo -calma, pessoal, os envolvidos no debate são André Vianco, Martha Argel e Giulia Moon, nada de Meyer com seus vampiros-brilhantina-. Também haverá uma palestra com nada mais nada menos do que Zé do Caixão! Ainda mais tarde Drace Stoker, sobrinho-bisneto do único Stoker que você conhecia até agora, fala sobre o livro “Drácula - o morto vivo” que escreveu em parceria com Ion Holt. A programação completa, com detalhes dignos de caneta marca texto estão neste link, dentro do site da bienal:

www.bienaldolivrosp.com.br/Programacao-Cultural/Salao-de-Ideias/

Mas nem só de palestras se faz o dia 13! Durante esta sexta-feira estará acontecendo o Dia do Vampiro.



Para quem não conhece, esta é uma iniciativa da escritora Liz Marins (ou Liz Vamp, depende de por qual nome você a conhece). As três bandeiras erguidas e balançadas com fervor e vontade neste dia são estas:

.Incentivo à doação de sangue.

.Luta contra preconceitos e discriminações.

.Incentivo à diversidade artística.

A concentração ocorrerá nesta sexta-feira, dia 13 de agosto, no vão do MASP (Av. Paulista) às 10 horas da manhã, rumo ao hemocentro pró-sangue.

Para os que se interessaram, esta é uma proposta muito legal, é uma forma de fazer o bem e se divertir, tudo ao mesmo tempo! Mais informações no site oficial do Dia do Vampiro: www.diadosvampiros.org


Meu plano inicial era colocar já a minha crítica sobre o conto “A Bruxa Vermelha” do Leandro Reis (que devo dizer, antecipadamente, que esta de muitos parabéns!) mas o post acabou ficando um pouco longo. Portanto, ainda hoje, colocarei no ar a crítica, com algumas informações do autor, que vocês já conhecem (afinal, já fiz aqui uma crítica à respeito do primeiro livro do autor “Filhos de Galagah”), e a crítica sobre o conto.

Por enquanto, é só isso. Não esqueçam de deixar suas críticas, sugestões, desabafos...




-Nínive Leikis.


Agenda cheia em agosto!



Agosto começou, inquieto e apreciável. A rotina esta se tornando mais palpável agora, após uma semana de dormir tarde e acordar cedo demais. Cheguei ao final de semana destroçada e reduzida à um projeto quase irreconhecível de quem eu realmente sou. A parte boa desta transformação é o fato de que agora eu sou forçada pelo meu próprio organismo à retomar uma rotina, para que meus planejamentos se realizem. E isso é perfeito, porque agosto é um mês que esta prometendo!!!


Do dia 04 ao dia 08 deste mês houve a lendária FLIP (Feira Literária Internacional de Paraty) que, infelizmente, eu não pude comparecer... (Como diria Fiona Kiralp, uma amiga alemã “Hate my life!”). Pretendo pesquisar nos blogs alheios sobre como foi a FLIP deste ano, que contou com convidados mais que especiais, como a grande escritora Isabel Allende, e indicarei os posts mais interessantes aqui no blog, para que possamos ter pelo menos um gostinho desta grande festa que eu perdi.




Ontem eu fui ao lançamento do livro “Tratado Secreto de Magia”, realizado na Biblioteca Viriato Correa. Mil desculpas por não ter colocado a indicação aqui no blog, mas só fiquei sabendo do evento na véspera (culpa de quem será? heheheh, brincadeirinha, viu?) e não tive tempo de colocar nada aqui. A proposta do livro é super interessante: uma coletânea de diversos contos sobre magia de todo tipo de autores! Não sei como a organizadora Helena Gomes fez para conseguir os 49 autores que fizeram parte deste livro, mas pelo pouco que eu já folheei parece que fez um ótimo trabalho (não só ela, é claro! Afinal, 49 escritores participaram dessa realização!). Como estou afogada em afazeres e leituras, me organizei para ler uns dois contos por semana, e vou publicando aqui meus comentários sobre cada conto, falando um pouquinho do autor dele e tudo mais. Claro que isso é só uma maneira de instigá-los a comprar o livro e o lerem, pois uma resenha nunca chega aos pés da obra original!





Faltam cinco dias para começar a tão esperada Bienal do Livro de São Paulo, e vocês podem imaginar como estou ansiosa pra isso! Não sei com certeza absoluta todos os dias que eu vou, mas já confirmei três que comparecerei (e estou prevendo minha falência financeira...). Estarei perambulando pelo Pavilhão de Exposições do Anhembi nos dias 13, 14 e 21! Três eventos nos quais estarei com certeza serão, no dia 14, o lançamento na Bienal do “Círculos de Chuva”, o terceiro da série Dragões de Éter do Raphael Draccon e o lançamento (novamente, hehehe) do “Senhor das Sombras”, segundo da série Legado Goldshine do Leandro Reis; e, no dia 21, estarei comparecendo ao lançamento do livro “Esmera” a A. P. Ribeiro (como puderam ver tenho, no mínimo, três livros pra comprar... Meu bolso tá sofrendo por antecipação!). Para saber mais à respeito da bienal acesse o site: www.bienaldolivrosp.com.br



Além de tudo isso, no final do mês, haverá a Fantasticon nos dias 27, 28 e 29! Meu plano é aparecer nos dois últimos dias, mas veremos, veremos... Aos interessados neste simpósio que trata de Literatura Fantástica, o endereço, a programação e etc estão no site: www.fantasticon.com.br


E ainda estou suscetível à outros eventos que possam aparecer pelo caminho (lançamentos, encontros literários, etc), mas admito que espero que eles não apareçam! Minha agenda esta lotada, e muitas vezes o dinheiro não é suficiente.


Deixo-os por hoje, já anunciando qual vai ser o primeiro conto sobre o qual falarei: “A Bruxa Vermelha” do Leandro Reis. E tem um desejo de Feliz Dia dos Pais no www.niniveleikis.tumblr.com



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-Nínive Leikis.

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